Surfista Silvana Lima divide rotina na quarentena entre meditação e idas à praia

A atleta ressalta que sente dificuldades em retomar a sua preparação os Jogos Olímpicos por ter ficado 45 dias sem surfar

por Agência Estado

São Paulo, SP, 05 - A surfista cearense Silvana Lima, classificada para os Jogos Olímpicos de Tóquio, está dividindo a sua rotina durante o período de quarentena entre a meditação e algumas idas à praia para treinar. Atualmente ela mora no Rio e consegue pegar ondas em locais próximos ao seu bairro, no Recreio, zona oeste da cidade fluminense.

"Aqui no Rio estão deixando a gente surfar, pelo menos no bairro do Recreio. Eu voltei aos poucos. É surfar e ir para casa", conta Silvana em entrevista ao Estadão. "Não estou fazendo as atividades que gostaria, mas consigo meditar e me alimentar bem. Já é um grande passo nesse período. Posso dizer que os meus treinos estão em 40%", complementa.

A atleta ressalta que sente dificuldades em retomar a sua preparação os Jogos Olímpicos por ter ficado 45 dias sem surfar após retornar de uma viagem à Austrália, em fevereiro, e não contar com uma academia em casa. "É difícil não ter aparelhos em casa, mas sigo treinando da melhor forma que eu consigo".

Apesar das dificuldades, Silvana também diz que estar em casa é o "lado bom" da quarentena. "Eu sempre viajei muito, então o que me ajuda é poder aproveitar esse tempo em casa. Agora estou com a minha namorada e cinco cachorros. É o que está ocupando o meu tempo. Amo ficar com eles".

Surfista Silvana Lima
Surfista Silvana Lima
Por conta da ida para a Austrália, a surfista diz que deseja fazer o teste para covid-19 mesmo sem ter os sintomas da doença. "Eu tenho muita curiosidade para saber se já fui contaminada. Eu tive grandes chances de pegar o vírus por viajar bem no período da pandemia. Mas estou tentando ter os melhores cuidados. Tenho medo, claro. Isso não é uma brincadeira. É real e perigoso".

OLIMPÍADA
Para Silvana, o adiamento da Olimpíada foi um passo importante para garantir que a disputa será mais competitiva. "Mudar a data acabou dando um tempo para a gente se recuperar e realmente treinar para ficar 100%. Esse ano não teria como competir".

"O que nos prejudicou muito foi essa questão dos treinamentos. Cada atleta tem uma forma de pensar, de reagir... Então é um momento que acaba atrapalhando muitos atletas. É triste, mas temos que entender que é algo novo para todo mundo e devemos ser pacientes", acrescentou a surfista.

Questionada sobre a possibilidade dos Jogos de Tóquio não acontecer em 2021 devido à pandemia causada pelo novo coronavírus, Silvana acredita "ser muito difícil" um cancelamento. "Também sei que todos estão torcendo para dar certo. A competição tem tudo para ser linda no ano que vem".