Foi pênalti, Guarani mereceu vencer, e já ultrapassa a Ponte Preta

Foi pênalti, Guarani mereceu vencer, e já ultrapassa a Ponte Preta

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Sem bairrismo, sem nada. Acertou o árbitro do Rio de Janeiro Pathrice Wallace Correa Maia ao assinar pênalti do goleiro André Luiz, do Operário (PR), sobre o meia Rondinelly, do Guarani, que repetiu atuação convincente.

No primeiro lance de fato o goleiro tocou primeiro na bola, mas no desdobramento puxou claramente a perna do jogador bugrino, e não há o que contestar.

Aí, aos 33 minutos, o atacante Diego Cardoso bateu forte, rasteiro, no canto esquerdo, e assinalou o gol da vitória do Guarani, que serviu igualmente para garantir, com duas rodadas de antecedência, a permanência no Campeonato Brasileiro da Série B.

E mais: com a vitória deste sábado à tarde em Campinas, o Guarani ultrapassou a Ponte Preta na classificação. Ambos estão com 44 pontos, mas o Bugre se prevalece no critério número de vitórias.

INQUESTIONÁVEL

Foi na prática uma vitória inquestionável do Guarani, que soube se superar, exercer forte marcação quando perdeu o volante Marcelo, por expulsão, aos 15 minutos do segundo tempo, e praticamente não permitiu espaço para infiltração do adversário, que tocou a bola de forma infrutífera no ataque.

A rigor, após o intervalo, mesmo quando não tinha um homem a menos o Guarani desistiu do jogo ofensivo e se preocupou em administrar a vantagem.

Todavia, excetuando os dez primeiros minutos do primeiro tempo, marcado por sonolência, o time bugrino dominou inteiramente o time adversário naquele período.

Claro que no início contou com a sorte de o Operário ter desperdiçado chance de ouro através do meia-atacante Rafael Chorão, que quase da marca de pênalti isolou a bola.

Naquele espaço o goleiro Jefferson Paulista, atento, praticou defesas em finalizações de Índio e Marcelo.

Pronto. Aí o Guarani impôs volume ofensivo e por quatro vezes ameaçou a meta do Operário, uma delas com o volante Jardel salvando cabeçada do zagueiro Luís Gustavo quase em cima da risca fatal.

VALORIZAR A BOLA

Ao entrar em campo o Guarani repetiu o estilo praticado desde que o treinador Thiago Carpini assumiu a equipe: valorização da posse de bola.

Assim, até atingir a intermediária adversária, a orientação é o passe para o companheiro desmarcado, para se evitar o erro. Na impossibilidade, a clara opção é recuo de bola até a espera de situação propícia à evolução da jogada.

Claro que quando se constata atacantes, meias ou laterais em condições de receber lançamento, aí é permitido a ousadia, mesmo que custe interceptação do adversário, o que ocorreu na maioria das vezes.

Enfim, essa foi a fórmula que o Guarani encontrou para a somatória de pontos, a fim de que saísse da encruzilhada em que havia se metido.

MARCELOS DECEPCIONAM

Os dois Marcelos adversários, que estiveram em campo, decepcionaram.

O volante bugrino até que correspondia na marcação, mas foi inadmissível aquela entrada violenta sobre o lateral Maílton, que resultou em expulsão.

Por sorte os seus companheiros se desdobraram em campo e supriram a composição do time com um homem a menos.

Já o principal jogador do Operário - o meia Marcelo - ficou incomodado com a dura marcação e sequer rendeu metade daquilo que é capaz.

Sem espaço pra progredir nas jogadas, no segundo tempo optou por atuação na zona morta do campo, na beirada pelo lado direito, e dali procurou enfiar bola, rechaçada pela marcação bugrina.

Lateral Maílton, que pauta por incursões em velocidade, também ficou devendo. Não criou uma jogada com objetividade.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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