R$ 66 mil por dia para Jorge Jesus é uma desproporção

R$ 66 mil por dia para Jorge Jesus é uma desproporção

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Desconfie quando dizem que pós-pandemia as coisas vão ser diferentes.

Pelo menos no futebol o que se vê é que tudo será como Dantes no quartel de Abrantes.

Jorge Jesus
Jorge Jesus
Competência do treinador português Jorge Jesus é inquestionável, mas daí ao Flamengo acordar renovação contratual pagando cerca de R$ 1,9 milhão/mês é o absurdo dos absurdos.

Jesus fez no Flamengo aquilo que a treinadorzada brasileira não soube fazer em outras agremiações? Sim.

Não me canso de citar que Jesus transformou Arão num terceiro zagueiro para saída de bola, mas ele retoma à função de volante que avança quando a jogada flui.

Coube ao treinador liberar os laterais para atuarem como alas. Foi ele quem introduziu repertório de jogadas ensaiadas não apenas na bola parada, e que defensivamente o time sabe se agrupar de forma à ignorar marcação no lado oposto em que se transcorre jogada do adversário.

DESPROPÓSITO

Ótimo. Considere, no entanto, que Jesus conta no elenco com jogadores qualificados para o exercício das funções.

Apesar de suas inegáveis virtudes, é um despropósito o Flamengo lhe pagar salário de quase R$ 2 milhões.

Assim, o profissional recebe R$ 66 mil por dia trabalhado, o que na prátia é um desaforo para um país empobrecido como o Brasil.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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